Caixa de texto: Historial do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo



Cabos do Grupo desde 1905

1905 a 1919 – Jaime Godinho   (Fundador)
1943 a 1945 – Francisco de Mattos Fragoso
1946 a 1954 – António Costa Santos
1955 a 1956 – Francisco Garcês Palha
1957 a 1958 – José Félix Mendes
1959 a 1960 – Carlos Quaresma
1961 a 1962 – Armelim Ferreira
1963 a 1963 – Manuel da Cruz
1963 a 1966 – Américo Chinita de Mira
1967 a 1968 – Juliano Louceiro
1969 a 1971 – Júlio Parente de Almeida
1972 a 1992 – Rui Souto Barreiros
1993 a 1995 – Sérgio Lopes
1996 a 2008 – Joaquim José Penetra
2009 a ____ – João Machacaz


 
O primeiro Grupo com a denominação de Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo apareceu no começo do século XX (1905), e foram seus fundadores, como Cabo Jaime Godinho, Hilário Souto Barreiros, João Paiva, António Gomes de Abreu, António Fragoso, António Alberto Alves de Souza, Francisco Neto, Augusto Malfeito, José Maria Antunes, António Branco Teixeira, João Paim, Adriano Fragoso, Joaquim Matos.
Este Grupo esteve em atividade durante cerca de 10 anos.
Em 1919 atuou na inauguração da praça de toiros de Benavente, em dois espetáculos em que intervieram os cavaleiros D. Alexandre de Mascaranhas e João Branco Núncio.
Durante três décadas o Grupo manteve-se em atividade com momentos altos e baixos, mas sem grande organização e sem um historial digno de registo, com exceção da corrida de toiros à portuguesa realizada em Sevilha, durante a semana de Portugal em 1922 e das corridas à portuguesa efetuada em Marrocos no ano de 1923.
Deste grupo saíram alguns elementos que formaram o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, sendo seu fundador o saudoso António Gomes de Abreu.
Após vários anos sem grande expressão na festa brava, o Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo voltou á ribalta das praças de toiros, graças à amizade, camaradagem e “aficion” de três grandes forcados já com provas dadas noutro grupo: Manuel da Cruz (Cabo), Alfredo de Jesus Barbosa e Manuel Correia.
Desafiando outros amigos, como o António Mazoni, Jorge Moedas, João Luís Cardoso, Manuel Cordeiro, António Faia, António Gordo, Joaquim Fontes, Manuel Pires de Lima, Inácio França Alves, o saudoso Gustavo Zenkl e muitos outros, o grupo como que renasceu, foi crescendo, ganhou força e prestigio com o enorme esforço e sacrifício de todo esse grupo de amigos.
Irmanados dessa grande amizade e por amor à arte da forcadagem, passaram por grandes dificuldades e sacrifícios para manter o grupo organizado e vivo, chegando a quotizarem-se entre todos para alugar touros para treinos, solicitar o empréstimo de camionetas e jaulas de transporte de animais e à Santa Casa da Misericórdia de Santarém o empréstimo para treinos do grupo, da antiga praça, porque a “porta” dos ganadeiros dessa época se fechava aos treinos.
Mesmo assim muito unidos, pela grande amizade e camaradagem existente entre todos, e com o propósito de afirmar o grupo, conseguiram vencer, nessa época alcançando grandes êxitos, concretizando assim o sonho inicial de fazer renascer e reaparecer o Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo.
Outras portas entretanto se abriram, nomeadamente com o contributo dos Engenheiros Castro Reis e João Falcão, que muito contribuíram para a aquisição de fardamento para todos os elementos do Grupo, tornando assim possível a sua apresentação e atuação na praça de toiros da Nazaré, rigorosamente fardados, para surpresa de todos e do próprio empresário, Sr. Américo Pena, que no final deu os seus parabéns ao grupo pela forma cuidada, rigorosa e impecável como se apresentaram em praça. 
Renasce assim o Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, que teve a sua continuidade assegurada pelas mãos de Américo Chinita de Mira, Juliano Louceiro, Júlio Parente de Almeida, Rui Barreiros, Sérgio Lopes, Joaquim José Penetra e atualmente João Machacaz.
Do brilhante palmarés do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, faz parte além de vários troféus conquistados em diversos anos em que foi considerado o melhor grupo de forcados, a presença, em praça, na única corrida da Mundovisão, realizada até hoje e que teve lugar na Monumental Praça de Toiros do Campo Pequeno.
Além desta, é de destacar a sua brilhante presença e atuação em cinco corridas, na conceituada e denominada “Corrida TV”, a presença nas feiras de Santarém, Vila Franca de Xira, Moita do Ribatejo, além de muitas outras atuações em corridas de prestígio, nas mais importantes praças do país e do estrangeiro, que levaram o nome do Grupo dos Amadores do Ribatejo a todos os cantos do Mundo.
Neste período de ouro, por três vezes o grupo conquista os troféus instituídos pela Casa da Imprensa e Tertúlia Festa Brava, para premiar o melhor Grupo de Forcados da época.
Em 1995 Rui Souto Barreiros, após brilhante trabalho à frente do grupo, que com o seu enorme saber, empenho e arte o levou ao seu apogeu, passa o testemunho a Sérgio Lopes, que conduz os destinos do GFA do Ribatejo durante 3 anos, tendo também ele um trabalho relevante no seu rejuvenescimento e continuidade.
Este, por sua vez, no ano de 1996, faz a entrega da chefia do grupo a Joaquim José Penetra, que como forcado de caras e de cernelha, já havia atingido grande plano de destaque. 
O Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo foi então convidado a “pegar” na Monumental Feira do Atlântico – Ilha Terceira, nos Açores, em 1999, obtendo enorme triunfo, tanto a nível artístico, na praça, como social.
O Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, ostenta na forte amizade entre todos os seus membros o seu grande trunfo e o alicerce para os grandes sucessos que tem vindo a alcançar.
Efetuando uma análise ao longo dos anos em que Joaquim José Penetra capitaneou o grupo, constata-se que este se tornou mais técnico, coeso, forte e com grande poder competitivo, nunca virando a cara ao toiro, e resolvendo todas as dificuldades surgidas.
O Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo estabilizou, equilibrando-se nestas últimas épocas, graças ao enorme trabalho, talento e espírito de sacrifício de todos os seus elementos, e em especial do seu cabo, tendo pegado em feiras importantes, podendo afirmar-se, sem receio de falsa modéstia, como sendo um grupo que pega toiros por paixão, amor à festa e de qualquer Ganadaria…
Joaquim José Penetra projetou e dinamizou um grupo de jovens talentos, empenhados em manter viva a força e a arte de uma tradição, honrando os antepassados, dignificando a jaqueta das ramagens e glorificando a festa brava e o nosso País.
Este sucesso está inteiramente ligado à aposta na formação de jovens valores, que ao longo destes anos tem sido feita, pela continuação do grupo de juvenis (capitaneados por Francisco Mansidão), bem como pela existência de elementos mais antigos, forcados experientes, imprescindíveis para manter o equilíbrio e a coesão do grupo, permitindo já hoje olhar o futuro com esperança, confiança e tranquilidade.
Ao pisarem novamente praças de tão grande importância no panorama taurino nacional como: Arruda dos Vinhos, Cartaxo, Montijo, Coruche, Figueira da Foz, Alcácer do Sal, Azambuja, Salvaterra de Magos, Idanha-a-Nova, Povoa de Varzim, Nazaré, Cascais, Setúbal, Vila Franca de Xira, entre outras, não esquecendo também as atuações de peso efetuadas em terras de Espanha e França, o grupo respondeu e correspondeu inteiramente às exigências que se lhe impunham, continuando à altura de tão grandes pergaminhos adquiridos no passado.
O atual cabo João Machacaz, ainda que bastante jovem, já passeou a sua classe, coragem e valentia pelas praças de toiros não só em Portugal, como em  Espanha e França.
A qualidade técnica, a elegância no cite, a polivalência, o pundonor e a raça, leva a acreditar firmemente que o futuro do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, está já hoje assegurado por um bom par de anos… com o vigor, fragância e afición que o distingue dos outros…
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